sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CHOCOLATE!

Fonte: Google Imagem

Os Maias e Astecas utilizavam as sementes do cacau de forma terapêutica como pomada analgésica e durante as guerras como bebida energética. 

Para os Incas o chocolate foi considerado um alimento sagrado e bebida dos deuses, mas, os efeitos benéficos do cacau foram analisados através de evidências epidemiológicas nos índios kuna (população das ilhas da costa do Panamá), o qual consumiam uma dieta rica em sal, mas apresentava baixa incidência de hipertensão arterial sistêmica e reduzida taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares. 

Um componente importante do cacau, são os flavonóides (compostos polifenólicos com propriedades antioxidantes) que variam consideravelmente, dependendo do local de produção, tipo de cultivo, práticas de manejo pós-colheita, e técnicas de processamento fabricante.

O chocolate ao leite é composto por cacau, leite, aditivos e gordura (hidrogenada ou manteiga de cacau), entretanto, não é o mais benéfico para a saúde, bem como, o chocolate branco, que é altamente rico em gordura hidrogenada ou manteiga de cacau e composto de muito açúcar, podendo chegar a mais da metade de açúcar em sua composição, por isso seu consumo deve ser com muita moderação. Os chocolates ao leite e branco contêm em sua composição menor teor de flavonóides.

Há ainda os chocolates com adição de outros alimentos em sua composição, exemplos, castanhas, amêndoas, pimenta e gengibre, que traz benefícios a saúde, pois as castanhas e as amêndoas contêm gorduras insaturadas que são ditas gorduras do ''bem'' e a pimenta e o gengibre tem efeito termogênico (aceleram o metabolismo) e são anti-inflamatórios.

O chocolate meio amargo ou o amargo (70% cacau) são os melhores em termos nutricionais, e portanto, agregam maior  benefício a saúde, devido a alta concentração de cacau, que é riquíssimo em flavonóides, como as catequinas, epicatequinas, procianidinas, o qual reduzem o risco de doenças cardiovasculares e inflamatórias, por diminuírem a agregação de plaquetas e o LDL-colesterol, bem como, promovem maior saciedade e redução da pressão arterial, mas seu consumo também deve ser com parcimônia, devido o risco de obesidade e a cafeína presente, que pode elevar o risco de taquiarritmias e distúrbios do sono. 

Evidências científicas relatam um consumo diário de aproximadamente 30mg de flavonóides, ou seja, um ou dois pequenos quadrados de uma barra de 100g  de chocolate escuro. A recomendação é sugerida após avaliação criteriosa do produto e do paciente em questão, essa recomendação não interfere no controle calórico e proporciona prazer suficiente para diminuir a compulsão.

Além disso, a Indústria proporciona uma vasta gama de variedades, haja vista, os portadores de doenças crônicas não transmissíveis podem se beneficiar com as versões, Diet ou Zero (isento de açúcar), a alfarroba que tem o sabor bem similar ao do chocolate, mas é proveniente de uma vagem, não contêm glúten, lactose e reduzindo teor de gordura.




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